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ES prevê alcançar 21,4% da meta de ensino médio integral em 2018

Atualmente, 2,8% dos alunos estudam em tempo integral em cinco escolas. MP estabelece 100% de ensino médio integral progressivo.

Redação (Com informação do G1 ES)

(Foto: Thiago Guimarães/ Secom-ES) Escola Viva em Ecoporanga. Intenção do Governo do ES tem intenção de implantar 30 escolas dentro  da nova medida provisória estabelecida pelo Governo Federal

O Espírito Santo pretende alcançar 21,4% da meta proposta pelo Ministério da Educação na Medida Provisória (MP) que reformula o antigo 2º grau até 2018. De 283 escolas, a previsão é de que 30 sejam de ensino médio integral.

Atualmente, apenas 2,8% do total de alunos estão matriculados nas cinco unidades do programa Escola Viva, segundo o secretário de Estado da Educação Haroldo Rocha.

“Nós, no Espírito Santo, independentemente do MEC, temos uma meta. No ano passado, começamos o programa Escola Viva. Nós estamos, hoje, com cinco escolas. No ano que vem, mais 10. Em 2018, mais 15. A meta é de 30 escolas e 23 mil alunos matriculados em 2018”, afirmou o secretário.

O documento federal determina que 100% das escolas adotem a carga horária de dois turnos. O estado tem 107 mil alunos matriculados na rede estadual de ensino médio e, desse total, 3 mil são do ensino integral.

No estado, os alunos de ensino médio estudam pelo menos cinco horas por dia, segundo a Sedu. Portanto, do ensino parcial para o ensino integral a carga horária passa de 1.000 horas para 1.400 horas.

Apesar de estar otimista em relação à transformação, o secretário Haroldo Rocha considera um ano pouco tempo para a implantação.

“Não é possível fazer uma transformação dessa em um ano. Isso tem que ser feito devagar, por dois motivos: por conta das adaptações que precisam ser feitas e por causa do costume. O costume dos jovens é estudar meio expediente, eles vão precisar estudar o dia inteiro”, disse.

Gastos
De acordo com o secretário, é possível fazer uma projeção de gastos diretos — professor, material pedagógico, energia, alimentação — por aluno de ensino médio integral, que custa 70% mais que um aluno do ensino parcial.

Sendo assim, o gasto do total de alunos no ensino médio integral seria de R$ 256 milhões por ano, o que representa aumento de 12% dos gastos no orçamento anual da Sedu, de 2,1 bilhões em 2016.

Já o investimento em instalações físicas, mobiliário e investimentos tecnológicos não há como precisar.

O secretário acredita que não serão necessárias grandes obras para a implantação progressiva do ensino médio integral. De acordo com ele, nas redes estaduais existe ociosidade, ou seja, algumas salas das escolas ficam desocupadas, o que pode ser considerado uma vantagem na situação.

“No caso do Espírito Santo, nossa ociosidade é de um terço. A cada três salas de aula, uma a gente não usa. Desse ponto de vista, a gente tem um ponto facilitador. Mas a escola integral demanda outras instalações, como vestiário, auditórios, laboratórios mais sofisticados, biblioteca expandida, cozinha industrial”, explicou.
Nesse cenário, não é possível estimar com exatidão também se o número de professores deve aumentar. Para Haroldo Rocha, existem aspectos de transição que se compensam nesse processo.

“A educação brasileira vive um processo de transição em termos de quantidade de alunos. A todo ano se reduz o número de alunos e, no caso do ensino médio, o efeito demográfico é mais forte, cai 1,5 % a matrícula a cada ano. Por um lado, você tem uma redução da quantidade de alunos e diminuição de custos; por outro, você tem a escola integral, que exige um pouco de recursos, mas isso acaba sendo compensado”, explicou.

Reforma no ensino médio
Haroldo Rocha vê com otimismo a reforma proposta pelo MEC. Ele considera que o ensino médio atualmente é ineficiente, tem um número excessivo de disciplinas, com um currículo rígido e superficial.

“Estou muito esperançoso. O ensino médio estava parado no tempo. A gente descongela o ensino médio, deixa para trás uma estrutura única e rígida para adotar uma estrutura flexível e diversificada. Se a escola acolhe melhor os sonhos, os desejos dos jovens, eles vão se empenhar mais. Cabe a nós, a todos os educadores brasileiros, nesses 120 dias de tramitação da MP, fazermos um esforço a mais para pensar, debater e dar outras sugestões”, opinou.

Haroldo Rocha enfatiza que o estado iniciou a implantação do ensino integral em 2015 e vê como vantagem os investimentos que virão do Ministério da Educação.

“A metodologia que utilizamos é a do ICE, que foi originalmente desenvolvida no estado do Pernambuco. A metodologia que o MEC sugere é muito parecida. Para nós, o MEC tomou uma decisão muito importante que é de ajudar os estados com investimentos”, disse.

Investimento na educação
Para o secretário, além de aumentar o investimento na educação, o principal objetivo deve ser racionalizar os gastos.

“O PNE coloca que nós devemos chegar a 10% do PIB no investimento em educação. Eu estou de acordo, nós estamos investindo cerca de 6%, e eu acho que o Brasil precisa atingir esse número. Mas o que precisa ser feito é eliminar os desperdícios e racionalizar o gasto, para garantir o investimento nas coisas essenciais, seja na escola de tempo integral ou parcial. Além da escola em tempo integral, é preciso disponibilizar para todas as escolas o conjunto de tecnologias para fazer uma educação melhor”, disse.

Haroldo destaca que o investimento em tecnologia é primordial para o avanço da educação. “Temos que investir também no uso de tecnologia no processo de aprendizagem. Pela praticidade que a tecnologia dá, para acessar boas plataformas e estudar todo o tempo que puder. A escola tem que criar o hábito nos jovens de utilizar a tecnologia para aprender. Aí a escola sai dos limites dos muros”, opinou o secretário.

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